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O Caminho Neocatecumenal na PARÓQUIA SANTA BERNADETTE – SÃO PAULO/SP Na nossa paróquia, aproximadamente 1000 pessoas, entre adultos e jovens, fazem parte das comunidades. Estas pessoas se dividem em 20 comunidades de 50 pessoas aproximadamente. As quais existem comunidades com 2 anos de caminho e outras com mais de 25 anos de caminhada... E agora graças a Deus e aos nossos padres serão formadas novas comunidades, dando mais vida para nossa cidade, pois onde nasce o Caminho Neocatecumenal, nascem pessoas novas dispostas a dar um sentido novo para a sua vida e das pessoas a sua volta. Todas as terças e sexta-feiras as 20h na Paróquia Santa Bernadette (SP/SP)
O Que é o Caminho Neocatecumenal? Na Igreja primitiva, no meio do paganismo, quando alguém queria tornar-se cristão, tinha que fazer um itinerário de formação ao cristianismo, que se chamava "Catecumenato", da palavra "catechéo", que significa "ressonância", escuta. O processo de secularização tem levado muita gente a abandonar a fé e a Igreja. Por isso, é necessário abrir de novo um itinerário de formação ao cristianismo. O Caminho Neocatecumenal não pretende, portanto, formar um novo movimento em si, senão ajudar as paróquias a abrirem um caminho de iniciação ao Batismo, que faça descobrir o que significa ser cristão. É um instrumento ao serviço dos Bispos nas paróquias para recuperar a fé de tantas pessoas que a tem abandonado. Hoje, no Ocidente, muitas Dioceses estão tentando fazer uma catequese para adultos. O Neocatecumenato é uma síntese teológico-catequética, um catecismo, um catecumenato para adultos, um itinerário de formação cristã para o homem contemporâneo. Na Igreja primitiva , o catecumenato estava formado por uma síntese entre Palavra (kerygma), Moral e Liturgia. A Igreja antiga tinha, sobretudo um Kerygma, isto é, um "anúncio da salvação". Este anúncio do Evangelho, feito pelos apóstolos itinerantes como Paulo e Silas , causava nos que o escutavam uma mudança moral. Mudavam de vida ajudados pelo Espírito Santo que acompanhava aos apóstolos. Esta mudança moral era selada e ajudada por meio dos sacramentos. Concretamente, o Batismo se administrava por etapas. Assim, a catequese primitiva era uma "gestação" à vida divina. Quando nos séculos posteriores desaparece o catecumenato, esta síntese (Kerygma- Mudança de vida - Liturgia), se perde. O Kerygma como chamada à fé, que implica uma decisão moral, já não existe, transforma-se em "doutrina escolástica". A moral vem a ser "foro interno", isto é, privado. A Liturgia chega a ser única para todos. O Caminho Neocatecumenal quer recuperar de novo esta "gestação", esta síntese, entre Kerygma, mudança de vida (moral) e Liturgia. Por que se chama Neocatecumenato? Porque o Caminho Neocatecumenal é fundamentalmente para gente já batizada, que não tem, porém, uma suficiente formação cristã. A "Catequesis Tradendæ" afirma que a situação de muitos cristãos nas paróquias é de "quase catecúmenos". A grande novidade desta carta do Santo Padre é que reconhece no NEOCATECUMENATO uma iniciação cristã para adultos, de tipo catecumenal, oferecendo às Dioceses um instrumento concreto de evangelização sem transformá-lo numa associação particular, num Movimento ou uma Ordem Religiosa. Muitas vezes, na história da Igreja, os Santos têm tentado fazer reviver o espírito do Evangelho no povo de Deus, sem ter forçosamente que circunscrevê-lo a uma Ordem Religiosa. Os tempos não eram maduros. Hoje, depois do Concílio Vaticano II, a situação contemporânea de ateismo e secularização coloca a Igreja numa posição na qual é imprescindível recuperar o catecumenato dos adultos. O Papa, com esta Carta, confirma 25 anos de experiência, iniciada num dos subúrbios mais pobres de Madrid, extendida hoje em 87 nações, 600 Dioceses, 3.000 Paróquias, com um total de mais de 10.000 comunidades, reconhecendo os frutos de conversão pessoal e o impulso de evangelização. A renovação que se tem levado a cabo nas paróquias graças ao neocatecumenato , tem provocado de fato um surpreendente impulso missionário que tem feito que muitíssimos catquistas e famílias inteiras se ofereçam para ser enviados àqueles lugares da terra onde for necessário evangelizar. Outro fruto importante na Igreja local é o florescimento de numersíssimas vocações: somente na primeira metade de 1990, mais de 1.500 jovens provenientes das comunidades neocatecumenais têm sentido o chamado aos presbiterato. E têm dado lugar ao surgimento de Seminários Diocesanos Missionários que possam acudir em ajuda - neste momento de falta de vocações - de tantas Dioceses, que se encontram em dificuldade. A novidade destes Seminários é a de unir uma iniciação cristã séria, como é o Neocatecumenato, à formação dos presbíteros. Assim, em pouco tempo, muitos Bispos têm decidido abrir novos seminários em suas Dioceses: como em Roma, Madrid, Varsóvia, Medellin, Bangalore (India), Callao (Peru), Newark (Estados Unidos), Takamatsu (Japão) e em muitos outros países. Com esta carta, o Santo Padre , depois de ter comprovado os frutos em todo o mundo, reconhece formalmente o Caminho Neocatecumenal como um "itinerário de formação católica, válida para a sociedade e para os tempos de hoje" e deseja vivamente que todos os Bispos, junto com seus presbíteros, ajudem e valorizem este caminho em suas Dioceses. O Neocatecumenato Não é um grupo espontâneo, nem uma associação; não é um movimento de espiritualidade, nem um grupo selecionado dentro da paróquia. E um caminho vivido em regime de pequenas comunidades formado por pessoas de idade, condição social, mentalidade e cultura diferentes, que dentro da atual estrutura da paróquia e em comunhão com o Bispo, revivem em plenitude seu Batismo. Nasce do anúncio da Boa Notícia, que é Cristo vencedor em nós da morte e do pecado; anuncio levado, de acordo com o pároco, por uma equipe de catequistas de outra comunidade, que vai mais adiante no caminho. Depois de anuncio, que se faz durante dois meses de catequeses, a comunidade inicia seu caminho neocatecumenal, no qual se revive o batismo em diferentes etapas, semelhante ao da Igreja primitiva. A vida da comunidade, durante todo o caminho, baseia-se na escuta da PALAVRA, da LITURGIA e da CARIDADE FRATERNA. Assim, estas pequenas comunidades abrem na paróquia um caminho de conversão, para todos aqueles que queiram passar de uma fé infantil a uma fé adulta. A luz do Concílio Ecumênico Vaticano II, o catecumenato aparece como um caminho concreto para edificar a Igreja em pequenas comunidades, para que seja, no mundo, o CORPO VISIVEL DE CRISTO RESSUSCITADO. Não se impõe, sente o dever de não destruir nada, de respeitar tudo, apresentando o fruto de uma Igreja que se renova a si mesma e que diz a seus antepassados que têm sido fecundos, porque deles têm nascido. É uma resposta concreta á necessidade de evangelização hoje na paróquia e na diocese. Leva adiante esta missão, vivendo o caminho neocatecumenal em total obediência á comunidade mãe, para dar no interior da paróquia os sinais da fé: o AMOR na dimensão da cruz e a perfeita UNIDADE. ( Jô 13,35; 17,21). Na medida em que a comunidade dá estes sinais, chama aos homens á conversão. E acontece assim que a comunidade que surge se faz ela mesma anunciadora da BOA NOVA e dela nascem novas comunidades. O PAPA PAULO VI AS COMUNIDADES NEOCATECUMENAIS
Outro grupo, é este o grupo de sacerdotes e leigos, que representam o movimento, um movimento – eis as realidades pós-conciliares das Comunidades Neocatecumenais.
Quanta alegria e quanta esperança nos dais com a vossa presença e com a vossa atividade!
O vosso propósito, enquanto para vós é um modo consciente, autêntico de viver a vocação cristã, torna-se também testemunho eficaz para os outros. Fazeis apostolado somente porque sois aquilo que sois, num estímulo á redescoberta e á recuperação dos valores cristãos verdadeiros, autênticos, concretos, que poderiam, diversamente, ficar quase escondidos e abafados, e quase dissolvidos no dia a dia. Não! Vós os colocais em evidência, em emergência e dais a eles um esplendor moral verdadeiramente exemplar, mesmo porque assim, com este espírito cristão, vós viveis esta vossa comunidade neocatecumenal. Viver e provar esta renovação é o que vós chamais uma forma de “ depois do batismo” , que poderá renovar nas comunidades cristãs de hoje aqueles efeitos de maturidade e de aprofundamento, que na igreja primitiva eram realizadas pelo período de preparação antes do Batismo. Vós o levais depois – antes ou depois, eu diria, é secundário. O fato é que vós aspirais á autenticidade, á plenitude, á coerência, á sinceridade da vida cristã.
E isto é um grande mérito, repito, que nos consola enormemente e que nos sugere e inspira os augúrios, os votos e as bênçãos mais ricas para vós, para aqueles que vos assistem e por quantos vós podeis com a vossa saudação e com vossa mensagem saudar por nós.
Ao Venerado Irmão
Cada vez que o Espírito Santo faz germinar na Igreja novos impulsos de uma maior fidelidade ao Evangelho, florescem novos carismas que manifestam tal realidade e novas instituições que a põem em prática. Foi assim depois do Concilio de Trento e depois do Concílio Vaticano II. Entre as realidades geradas pelo Espírito nos nossos dias figuram as Comunidades Neocatecumenais, iniciadas pelo senhor K. Argüello e pela senhora C. Hernández (Madrid, Espanha), e cuja eficácia para o renovamento da vida cristã vinha enaltecida pelo meu predecessor Paulo VI como fruto do concílio: "Quanta alegria e quanta esperança nos dais com a vossa atividade... viver e promover este despertar é o vós chamais uma forma pós-Batismal que poderá renovar as hodiernas comunidades cristãs os efeitos de maturidade e de aprofundamento que na Igreja primitiva eram realizadas no período pré-Batismal" (Paulo VI às Comunidades Neocatecumenais, audiência geral, 8 de Maio de 1974, in Notitiæ 96-96, 1974, 230). Também eu, nos numerosos encontros que, como Bispo de Roma, tive nas paróquias romanas com as Comunidade Neocatecumenais e seus pastores e nas minhas viagens apostólicas a muitas nações, pude constatar copiosos frutos de conversão pessoal e um fecundo impulso missionário. Tais comunidades visibilizam, nas paróquias, o sinal da Igreja missionária e "esforçam-se por abrir a estrada à evangelização daqueles que quase abandonaram a vida cristã, oferecendo-lhes um itinerário do tipo catecumenal, percorrendo todas as fases que na Igreja primitiva os catecúmenos percorriam antes de receber o sacramento do Batismo; reaproxima-os à Igreja e a Cristo" (Cfr. Catecumenato pós-batismal , in Notitiæ , 96-96, 1974, 229) . São o anúncio do Evangelho, o testemunho em pequenas comunidades e a celebração eucarística em grupos (Cfr. Notificação sobre as celebrações nos grupos do "Caminho Neocatecumenal" in L'Osservatore Romano, 24 Dezembro de 1988) que permite aos seus membros o pôr-se ao serviço da renovação da Igreja. Vários irmãos no Episcopado têm reconhecido os frutos deste caminho. Limito-me a recordar o então Bispo de Madrid Mons. Casimiro Morcillo, em cuja diocese e sob seu governo nasceram, no ano de 1964, as comunidades Neocatecumenais e que ele acolheu com tanto amor. Passados mais de 20 anos de vida das comunidades, difundidas nos cinco continentes, - tendo em conta a nova vitalidade que anima as paróquias, o impulso missionário e os frutos de conversão que florescem pelo empenho dos itinerantes e, ultimamente, pela obra das famílias que evangelizam em zonas descristianizadas da Europa e de mundo inteiro; - tendo em consideração as vocações, surgidas deste caminho, para a vida religiosa e para o presbiteriato, e o nascimento dos Colégios diocesanos de formação ao presbiterato para a nova evangelização, um dos quais é o Redemptoris Mater de Roma; - tendo tomado conhecimento da documentação apresentada por V. Exª.: acolhendo o pedido que me dirigiu, reconheço o Caminho Neocatecumenal como um itinerário de formação católica, válida para a sociedade e para os tempos hodiernos. Faço votos, portanto, que os irmãos no episcopado valorizem e ajudem - conjuntamente com seus presbíteros - esta obra em favor da nova evangelização, para que esta se realize segundo as linhas propostas pelos iniciadores, no espírito de serviço ao Ordinário do lugar, em comunhão com ele e no contexto da unidade da Igreja particular com a Igreja Universal. Com garantia de tal voto concedo a V. Exª. e a todos os que pertencem às Comunidades Neocatecumenais a minha Benção Apostólica. Vaticano, 30 de agosto de 1990, XII de Pontificado. Assinado: João Paulo II Traduzido do original italiano (AAS 82 (1990), 1513-1515)
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Espero que a vossa experiência tenha nascido em tal perspectiva e possa guiar rumo a uma sã radicalização do nosso cristianismo, da nossa fé, ruma a um autêntico radicalismo evangélico. Para isto vós tendes necessidades de grande espírito, de grande autocontrole, e também, como disse o vosso primeiro catequista, de grande obediência á Igreja.
Assim se fez sempre. Este testemunho deram-nos os santos. Esta prova deu-a São Francisco, esta prova deram-na vários carismáticos nas diversas épocas da Igreja. É preciso este radicalismo, diria esta radicalização da fé, sim, mas deve ser sempre enquadrada no conjunto de Igreja, na vida da Igreja, na orientação da Igreja, porque a Igreja no seu conjunto recebeu de Cristo o Espírito Santo, na pessoa dos apóstolos, depois da sua ressurreição.
ESTA ALEGRIA QUE SE ENCONTRA nos vossos ambientes, NOS VOSSOS CANTOS, no vosso comportamento, esta alegria pode ser certamente também um sinal do temperamento meridional, mas espero que seja um fruto do Espírito e desejo-vos que assim seja. Sim, a Igreja tem necessidade da alegria, porque a alegria, com as suas diversas expressões, é revelação da felicidade. Vede, aqui o homem encontra-se perante a sua vocação fundamental, podemos dizer quase natural: o homem é criado para ser feliz, para a felicidade. Se vê esta felicidade, se a encontra nas expressões da alegria, pode começar um caminho. Mas também aqui devo dizer-vos: SIM, OS CANTOS ESTÃO BEM; as vossas expressões de alegria estão bem; mas para este caminho é o Espírito quem dá o início.
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O PAPA PAULO VI AS COMUNIDADES NEOCATECUMENAIS
Outro grupo, é este o grupo de sacerdotes e leigos, que representam o movimento, um movimento – eis as realidades pós-conciliares das Comunidades Neocatecumenais.
Quanta alegria e quanta esperança nos dais com a vossa presença e com a vossa atividade!
O vosso propósito, enquanto para vós é um modo consciente, autêntico de viver a vocação cristã, torna-se também testemunho eficaz para os outros. Fazeis apostolado somente porque sois aquilo que sois, num estímulo á redescoberta e á recuperação dos valores cristãos verdadeiros, autênticos, concretos, que poderiam, diversamente, ficar quase escondidos e abafados, e quase dissolvidos no dia a dia. Não! Vós os colocais em evidência, em emergência e dais a eles um esplendor moral verdadeiramente exemplar, mesmo porque assim, com este espírito cristão, vós viveis esta vossa comunidade neocatecumenal. Viver e provar esta renovação é o que vós chamais uma forma de “ depois do batismo” , que poderá renovar nas comunidades cristãs de hoje aqueles efeitos de maturidade e de aprofundamento, que na igreja primitiva eram realizadas pelo período de preparação antes do Batismo. Vós o levais depois – antes ou depois, eu diria, é secundário. O fato é que vós aspirais á autenticidade, á plenitude, á coerência, á sinceridade da vida cristã.
E isto é um grande mérito, repito, que nos consola enormemente e que nos sugere e inspira os augúrios, os votos e as bênçãos mais ricas para vós, para aqueles que vos assistem e por quantos vós podeis com a vossa saudação e com vossa mensagem saudar por nós.
Reconhecimento Oficial do Caminho Neocatecumenal
Ao Venerado Irmão
Monsenhor PAUL JOSEF CORDES
Vice - Presidente do Pontifício Conselho para os Leigos
Encarregado " ad personam "
para o Apostolado das Comunidades Neocatecumenais.
Cada vez que o Espírito Santo faz germinar na Igreja novos impulsos de uma maior fidelidade ao Evangelho, florescem novos carismas que manifestam tal realidade e novas instituições que a põem em prática. Foi assim depois do Concilio de Trento e depois do Concílio Vaticano II.
Entre as realidades geradas pelo Espírito nos nossos dias figuram as Comunidades Neocatecumenais, iniciadas pelo senhor K. Argüello e pela senhora C. Hernández (Madrid, Espanha), e cuja eficácia para o renovamento da vida cristã vinha enaltecida pelo meu predecessor Paulo VI como fruto do concílio: "Quanta alegria e quanta esperança nos dais com a vossa atividade... viver e promover este despertar é o vós chamais uma forma pós-Batismal que poderá renovar as hodiernas comunidades cristãs os efeitos de maturidade e de aprofundamento que na Igreja primitiva eram realizadas no período pré-Batismal" (Paulo VI às Comunidades Neocatecumenais, audiência geral, 8 de Maio de 1974, in Notitiæ 96-96, 1974, 230).
Também eu, nos numerosos encontros que, como Bispo de Roma, tive nas paróquias romanas com as Comunidade Neocatecumenais e seus pastores e nas minhas viagens apostólicas a muitas nações, pude constatar copiosos frutos de conversão pessoal e um fecundo impulso missionário.
Tais comunidades visibilizam, nas paróquias, o sinal da Igreja missionária e "esforçam-se por abrir a estrada à evangelização daqueles que quase abandonaram a vida cristã, oferecendo-lhes um itinerário do tipo catecumenal, percorrendo todas as fases que na Igreja primitiva os catecúmenos percorriam antes de receber o sacramento do Batismo; reaproxima-os à Igreja e a Cristo" (Cfr. Catecumenato pós-batismal , in Notitiæ , 96-96, 1974, 229) . São o anúncio do Evangelho, o testemunho em pequenas comunidades e a celebração eucarística em grupos (Cfr. Notificação sobre as celebrações nos grupos do "Caminho Neocatecumenal" in L'Osservatore Romano, 24 Dezembro de 1988) que permite aos seus membros o pôr-se ao serviço da renovação da Igreja.
Vários irmãos no Episcopado têm reconhecido os frutos deste caminho. Limito-me a recordar o então Bispo de Madrid Mons. Casimiro Morcillo, em cuja diocese e sob seu governo nasceram, no ano de 1964, as comunidades Neocatecumenais e que ele acolheu com tanto amor.
Passados mais de 20 anos de vida das comunidades, difundidas nos cinco continentes,
- tendo em conta a nova vitalidade que anima as paróquias, o impulso missionário e os frutos de conversão que florescem pelo empenho dos itinerantes e, ultimamente, pela obra das famílias que evangelizam em zonas descristianizadas da Europa e de mundo inteiro;
- tendo em consideração as vocações, surgidas deste caminho, para a vida religiosa e para o presbiteriato, e o nascimento dos Colégios diocesanos de formação ao presbiterato para a nova evangelização, um dos quais é o Redemptoris Mater de Roma;
- tendo tomado conhecimento da documentação apresentada por V. Exª.:
acolhendo o pedido que me dirigiu, reconheço o Caminho Neocatecumenal como um itinerário de formação católica, válida para a sociedade e para os tempos hodiernos.
Faço votos, portanto, que os irmãos no episcopado valorizem e ajudem - conjuntamente com seus presbíteros - esta obra em favor da nova evangelização, para que esta se realize segundo as linhas propostas pelos iniciadores, no espírito de serviço ao Ordinário do lugar, em comunhão com ele e no contexto da unidade da Igreja particular com a Igreja Universal.
Com garantia de tal voto concedo a V. Exª. e a todos os que pertencem às Comunidades Neocatecumenais a minha Benção Apostólica.
Vaticano, 30 de agosto de 1990, XII de Pontificado.
Assinado: João Paulo II
O PAPA JOÃO PAULO II AS COMUNIDADES NEOCATECUMENAIS
Nós, caríssimos, vivemos num período em que se sente, se experimenta um confronto radical – e eu digo-o porque esta é também a minha experiência de tantos anos - de um confronto radical que se impõe em toda a parte.
Não há uma só versão, há diversas no mundo: fé e descrença, Evangelho e anti-evangelho, Igreja e anti-igreja, Deus e antideus, se assim podemos dizer. Não existe um antideus, não pode existir um antideus mas pode existir um antideus no homem, pode-se criar no homem a negação radical de Deus. Sim, nós vivemos esta experiência histórica, e mais do que nas épocas precedentes. Nesta nossa época temos necessidades de descobrir um fé radical, radicalmente compreendida, radicalmente vivida e radicalmente realizada. Nós temos necessidades de tal fé.
Espero que a vossa experiência tenha nascido em tal perspectiva e possa guiar rumo a uma sã radicalização do nosso cristianismo, da nossa fé, ruma a um autêntico radicalismo evangélico. Para isto vós tendes necessidades de grande espírito, de grande autocontrole, e também, como disse o vosso primeiro catequista, de grande obediência á Igreja.
Assim se fez sempre. Este testemunho deram-nos os santos. Esta prova deu-a São Francisco, esta prova deram-na vários carismáticos nas diversas épocas da Igreja. É preciso este radicalismo, diria esta radicalização da fé, sim, mas deve ser sempre enquadrada no conjunto de Igreja, na vida da Igreja, na orientação da Igreja, porque a Igreja no seu conjunto recebeu de Cristo o Espírito Santo, na pessoa dos apóstolos, depois da sua ressurreição.
ESTA ALEGRIA QUE SE ENCONTRA nos vossos ambientes, NOS VOSSOS CANTOS, no vosso comportamento, esta alegria pode ser certamente também um sinal do temperamento meridional, mas espero que seja um fruto do Espírito e desejo-vos que assim seja. Sim, a Igreja tem necessidade da alegria, porque a alegria, com as suas diversas expressões, é revelação da felicidade. Vede, aqui o homem encontra-se perante a sua vocação fundamental, podemos dizer quase natural: o homem é criado para ser feliz, para a felicidade. Se vê esta felicidade, se a encontra nas expressões da alegria, pode começar um caminho. Mas também aqui devo dizer-vos: SIM, OS CANTOS ESTÃO BEM; as vossas expressões de alegria estão bem; mas para este caminho é o Espírito quem dá o início.
Reconhecimento Oficial do Caminho Neocatecumenal
Ao Venerado Irmão
Monsenhor PAUL JOSEF CORDES
Vice - Presidente do Pontifício Conselho para os Leigos
Encarregado " ad personam "
para o Apostolado das Comunidades Neocatecumenais.
Cada vez que o Espírito Santo faz germinar na Igreja novos impulsos de uma maior fidelidade ao Evangelho, florescem novos carismas que manifestam tal realidade e novas instituições que a põem em prática. Foi assim depois do Concilio de Trento e depois do Concílio Vaticano II.
Entre as realidades geradas pelo Espírito nos nossos dias figuram as Comunidades Neocatecumenais, iniciadas pelo senhor K. Argüello e pela senhora C. Hernández (Madrid, Espanha), e cuja eficácia para o renovamento da vida cristã vinha enaltecida pelo meu predecessor Paulo VI como fruto do concílio: "Quanta alegria e quanta esperança nos dais com a vossa atividade... viver e promover este despertar é o vós chamais uma forma pós-Batismal que poderá renovar as hodiernas comunidades cristãs os efeitos de maturidade e de aprofundamento que na Igreja primitiva eram realizadas no período pré-Batismal" (Paulo VI às Comunidades Neocatecumenais, audiência geral, 8 de Maio de 1974, in Notitiæ 96-96, 1974, 230).
Também eu, nos numerosos encontros que, como Bispo de Roma, tive nas paróquias romanas com as Comunidade Neocatecumenais e seus pastores e nas minhas viagens apostólicas a muitas nações, pude constatar copiosos frutos de conversão pessoal e um fecundo impulso missionário.
Tais comunidades visibilizam, nas paróquias, o sinal da Igreja missionária e "esforçam-se por abrir a estrada à evangelização daqueles que quase abandonaram a vida cristã, oferecendo-lhes um itinerário do tipo catecumenal, percorrendo todas as fases que na Igreja primitiva os catecúmenos percorriam antes de receber o sacramento do Batismo; reaproxima-os à Igreja e a Cristo" (Cfr. Catecumenato pós-batismal , in Notitiæ , 96-96, 1974, 229) . São o anúncio do Evangelho, o testemunho em pequenas comunidades e a celebração eucarística em grupos (Cfr. Notificação sobre as celebrações nos grupos do "Caminho Neocatecumenal" in L'Osservatore Romano, 24 Dezembro de 1988) que permite aos seus membros o pôr-se ao serviço da renovação da Igreja.
Vários irmãos no Episcopado têm reconhecido os frutos deste caminho. Limito-me a recordar o então Bispo de Madrid Mons. Casimiro Morcillo, em cuja diocese e sob seu governo nasceram, no ano de 1964, as comunidades Neocatecumenais e que ele acolheu com tanto amor.
Passados mais de 20 anos de vida das comunidades, difundidas nos cinco continentes,
- tendo em conta a nova vitalidade que anima as paróquias, o impulso missionário e os frutos de conversão que florescem pelo empenho dos itinerantes e, ultimamente, pela obra das famílias que evangelizam em zonas descristianizadas da Europa e de mundo inteiro;
- tendo em consideração as vocações, surgidas deste caminho, para a vida religiosa e para o presbiteriato, e o nascimento dos Colégios diocesanos de formação ao presbiterato para a nova evangelização, um dos quais é o Redemptoris Mater de Roma;
- tendo tomado conhecimento da documentação apresentada por V. Exª.:
acolhendo o pedido que me dirigiu, reconheço o Caminho Neocatecumenal como um itinerário de formação católica, válida para a sociedade e para os tempos hodiernos.
Faço votos, portanto, que os irmãos no episcopado valorizem e ajudem - conjuntamente com seus presbíteros - esta obra em favor da nova evangelização, para que esta se realize segundo as linhas propostas pelos iniciadores, no espírito de serviço ao Ordinário do lugar, em comunhão com ele e no contexto da unidade da Igreja particular com a Igreja Universal.
Com garantia de tal voto concedo a V. Exª. e a todos os que pertencem às Comunidades Neocatecumenais a minha Benção Apostólica.
Vaticano, 30 de agosto de 1990, XII de Pontificado.
Assinado: João Paulo II
O PAPA JOÃO PAULO II AS COMUNIDADES NEOCATECUMENAIS
Nós, caríssimos, vivemos num período em que se sente, se experimenta um confronto radical – e eu digo-o porque esta é também a minha experiência de tantos anos - de um confronto radical que se impõe em toda a parte.
Não há uma só versão, há diversas no mundo: fé e descrença, Evangelho e anti-evangelho, Igreja e anti-igreja, Deus e antideus, se assim podemos dizer. Não existe um antideus, não pode existir um antideus mas pode existir um antideus no homem, pode-se criar no homem a negação radical de Deus. Sim, nós vivemos esta experiência histórica, e mais do que nas épocas precedentes. Nesta nossa época temos necessidades de descobrir um fé radical, radicalmente compreendida, radicalmente vivida e radicalmente realizada. Nós temos necessidades de tal fé.
Espero que a vossa experiência tenha nascido em tal perspectiva e possa guiar rumo a uma sã radicalização do nosso cristianismo, da nossa fé, ruma a um autêntico radicalismo evangélico. Para isto vós tendes necessidades de grande espírito, de grande autocontrole, e também, como disse o vosso primeiro catequista, de grande obediência á Igreja.
Assim se fez sempre. Este testemunho deram-nos os santos. Esta prova deu-a São Francisco, esta prova deram-na vários carismáticos nas diversas épocas da Igreja. É preciso este radicalismo, diria esta radicalização da fé, sim, mas deve ser sempre enquadrada no conjunto de Igreja, na vida da Igreja, na orientação da Igreja, porque a Igreja no seu conjunto recebeu de Cristo o Espírito Santo, na pessoa dos apóstolos, depois da sua ressurreição.
ESTA ALEGRIA QUE SE ENCONTRA nos vossos ambientes, NOS VOSSOS CANTOS, no vosso comportamento, esta alegria pode ser certamente também um sinal do temperamento meridional, mas espero que seja um fruto do Espírito e desejo-vos que assim seja. Sim, a Igreja tem necessidade da alegria, porque a alegria, com as suas diversas expressões, é revelação da felicidade. Vede, aqui o homem encontra-se perante a sua vocação fundamental, podemos dizer quase natural: o homem é criado para ser feliz, para a felicidade. Se vê esta felicidade, se a encontra nas expressões da alegria, pode começar um caminho. Mas também aqui devo dizer-vos: SIM, OS CANTOS ESTÃO BEM; as vossas expressões de alegria estão bem; mas para este caminho é o Espírito quem dá o início.
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